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Por que a menopausa ainda é um tabu na França? Claire Fournier fala sobre idade, beleza e silêncio

Existe uma contradição específica em torno das mulheres e do envelhecimento que é difícil de ignorar. Aos 50 anos, as mulheres podem ser descritas como poderosas, bonitas, bem-sucedidas e realizadas. Elas podem ser incentivadas a celebrar sua autoconfiança e sua experiência. No entanto, há uma palavra que muitas pessoas ainda parecem ter dificuldade em pronunciar em voz alta: menopausa.

Para a jornalista e apresentadora de televisão francesa Claire Fournier, essa contradição tornou-se algo pessoal quando ela tinha 47 anos. Ela vinha se sentindo excepcionalmente cansada e um pouco deprimida, enquanto sua menstruação havia começado a apresentar alterações. Quando procurou seu ginecologista, a explicação foi surpreendentemente simples: perimenopausa.

O diagnóstico em si não foi necessariamente a parte mais chocante. O que ficou na memória de Claire foi a constatação de que ela quase não tinha referências para entender o que estava acontecendo com ela. Ela imaginava a menopausa como algo que acontecia muito mais tarde na vida, talvez por volta dos 60 anos. Em vez disso, aos 47, de repente lhe disseram que ela já estava na fase de transição.

Esse momento acabou levando-a a pesquisar o assunto como jornalista e, em 2023, a criar Chaud Dedans, um podcast dedicado às mulheres que estão passando pela perimenopausa e pela menopausa. Mas a história de Claire vai muito além da criação de um podcast de sucesso. Ela levanta uma questão mais ampla: por que tantas mulheres chegam a essa fase da vida sem ter as informações, a linguagem ou as referências culturais necessárias para compreendê-la?.

A perimenopausa de Claire Fournier começou com uma pergunta: por que ninguém me contou?

Claire descreve que não sabia praticamente nada sobre a perimenopausa quando ouviu essa palavra pela primeira vez, aos 47 anos. Sua reação não foi incomum na conversa: surpresa, descrença e a sensação de que essa era uma informação que ela deveria ter conhecido muito antes.

Parte dessa reação se devia à maneira como ela se via. Claire havia tido sua filha aos 41 anos, relativamente tarde na vida, e ainda se considerava uma mãe jovem. A menopausa parecia distante, quase algo próprio de outra geração. A ideia de que ela já pudesse estar passando por essa transição desafiava a linha do tempo mental que ela havia construído em torno do envelhecimento.

Mas, assim que o choque inicial passou, a jornalista que havia nela assumiu o controle.

Por que seu ginecologista nunca havia falado com ela sobre a perimenopausa antes daquela consulta? Por que sua mãe nunca havia explicado isso? Por que suas amigas não haviam falado sobre o assunto? E por que a mídia, apesar de sua enorme influência sobre a forma como as mulheres entendem seus corpos e suas vidas, não a havia preparado para algo que poderia se tornar uma parte tão significativa da vida adulta?

Em vez de tratar essas questões como meramente pessoais, Claire começou a pesquisar sobre elas. Quanto mais informações ela reunia, mais sentia que era preciso compartilhá-las com outras mulheres. Sua própria falta de preparação se tornou o ponto de partida para uma conversa muito mais ampla.

É assim que Chaud Dedans surgiu.

De uma descoberta pessoal a Chaud Dedans

O nome do podcast da Claire transmite algo importante sobre o tom que ela queria dar ao assunto. Em francês, Chaud Dedans pode se referir à sensação de “calor por dentro”, estabelecendo uma conexão óbvia com as ondas de calor, mas Claire também escolheu deliberadamente essa expressão por causa de seu tom sensual. As mudanças no corpo não significam automaticamente o desaparecimento da sexualidade, da atração ou do desejo.

Esse duplo sentido permitiu que o podcast abordasse a menopausa sem reduzir as mulheres a meros sintomas. Também despertou a curiosidade. Sobre o que exatamente esse podcast iria tratar? Menopausa, sexualidade, envelhecimento, relacionamentos? A resposta, de muitas maneiras, foi: tudo isso.

Claire também se interessava pelo próprio formato. Sua experiência em televisão e jornalismo de notícias a havia preparado para trabalhar com formatos curtos, nos quais as entrevistas são condensadas em matérias com edição rigorosa. O podcast oferecia algo diferente: tempo. Ela podia sentar-se com um convidado por meia hora e deixar a conversa fluir, em vez de reduzir cada resposta a poucos segundos de televisão.

A escolha do tema e do formato surgiu quando ela entrou em contato com a Binge Audio, uma plataforma francesa de podcasts conhecida por sua programação feminista. Claire percebeu que muitos dos programas existentes eram voltados principalmente para mulheres mais jovens, na faixa dos 20 e 30 anos. Havia muito menos conteúdo voltado especificamente para mulheres com 45 anos ou mais.

Essa lacuna era óbvia para ela. Se as mulheres já estavam chegando à meia-idade sem informações suficientes sobre seus corpos, havia espaço para um meio que pudesse proporcionar a elas tempo, contexto e diálogo.

A reação confirmou o que ela suspeitava. As mulheres começaram a prestar atenção, e Claire foi cada vez mais convidada a falar sobre a menopausa em outras plataformas de mídia. No entanto, a visibilidade não significava que o tabu tivesse desaparecido.

Na verdade, uma das partes mais reveladoras de sua experiência veio do que aconteceu depois que ela passou a falar mais abertamente sobre o assunto.

Você pode ser poderosa aos 50, mas não diga a palavra “menopausa”

Disseram a Claire que falar publicamente sobre a menopausa poderia ser um erro profissional. Como ela trabalhava na televisão e era vista como alguém mais jovem do que sua idade, algumas pessoas questionaram por que ela se identificaria tão abertamente com a menopausa.

Era difícil não perceber a mensagem subjacente: ter 50 anos era aceitável, desde que não parecesse muito com ter 50 anos.

Claire se opôs a essa ideia. Por que a frase “você não parece ter a sua idade” deveria ser automaticamente considerada um elogio? Por que parecer ter a idade que se tem deveria ser algo que uma mulher precise evitar?

A resposta dela está ligada a uma pressão cultural muito mais ampla. As mulheres são frequentemente incentivadas a parecer mais jovens, e o envelhecimento pode ser tratado quase como um problema a ser controlado, em vez de uma parte natural da vida. Claire argumenta que essa pressão torna mais difícil para as mulheres aceitarem sua idade abertamente.

A menopausa fica presa nessa contradição. Uma mulher pode ser celebrada por chegar aos 50 anos com confiança, experiência e sucesso profissional, mas a própria palavra ainda pode trazer uma associação incômoda com a velhice.

Como diz Claire, dizem às mulheres que, aos 50 anos, elas são poderosas, bonitas e bem-sucedidas, mas que não devem pronunciar a palavra “menopausa”.”

É por isso que o estigma em torno da menopausa não pode ser totalmente dissociado do estigma em torno do envelhecimento feminino.

Se espera que as mulheres ocultem o envelhecimento, a menopausa se torna um dos sinais mais visíveis desse processo. E isso pode afetar não apenas a forma como as mulheres se veem, mas também o quanto se sentem à vontade para permitir que outras pessoas as vejam.

Os modelos a seguir ausentes na menopausa

Claire vê a falta de modelos a serem seguidos como mais um motivo pelo qual a conversa continua sendo difícil, especialmente na França.

Ela cita mulheres como Naomi Watts e Oprah Winfrey como exemplos de mulheres de renome internacional que falaram publicamente sobre a menopausa. Na França, no entanto, ela afirma ter encontrado uma maior relutância entre atrizes e outras figuras públicas.

Quando ela começou a procurar mulheres famosas para convidar para o seu podcast, algumas elogiaram o projeto e disseram a ela o quanto aquele trabalho era importante. Mas, quando se tratava de falar publicamente sobre a própria menopausa, a resposta costumava ser uma recusa educada. Algumas sugeriram outra mulher que talvez estivesse disposta a participar no lugar delas.

Para Claire, isso revela algo mais profundo do que apenas a falta de convidados para o podcast. Isso demonstra o quanto a menopausa ainda pode ser fortemente associada à perda da juventude e da atratividade.

Ela imagina algo que pode parecer simples, mas que representaria uma mudança cultural significativa: um filme em que uma mulher na menopausa seja a protagonista, se apaixone, sinta desejo, faça escolhas inesperadas e faça “coisas loucas”. Não uma personagem cuja menopausa seja o enredo inteiro, mas uma mulher cuja vida continua a ser rica precisamente porque a menopausa não a tornou menos protagonista.

Essa distinção é importante.

A representação não se resume apenas a ver mulheres mais velhas. Trata-se de ver mulheres que ainda estão plenamente vivas no imaginário cultural: desejáveis, complexas, engraçadas, ambiciosas, sensuais, aventureiras e capazes de iniciar novos capítulos.

A própria mãe de Claire representa uma geração mais velha, para a qual se esperava que a menopausa fosse um assunto privado. Nascida em 1946, a reação de sua mãe à discussão pública é basicamente: por que todo mundo precisa saber de algo tão íntimo?

Essa perspectiva ajuda a explicar por que a mudança cultural pode ser lenta. O silêncio nem sempre é imposto de fora. Às vezes, ele é herdado como uma forma de privacidade, respeitabilidade ou proteção.

Quebrar esse silêncio não significa necessariamente obrigar todas as mulheres a falar publicamente sobre seu corpo. Significa criar uma cultura na qual falar sobre a menopausa seja uma opção disponível, em vez de algo que as mulheres se sintam compelidas a evitar.

O silêncio não se limita ao lar

Esse tabu também acompanha as mulheres em seus relacionamentos.

Claire descreve conversas com mulheres que temem que, se contarem ao parceiro que estão passando pela menopausa, ele possa começar a vê-las de maneira diferente. Por trás desse medo, há outra associação incômoda: se a mulher está envelhecendo, talvez o homem também esteja envelhecendo.

No relato de Claire sobre a sociedade francesa, alguns homens, portanto, evitam o assunto porque a menopausa se torna uma lembrança indesejada do próprio envelhecimento. Ela também afirma que, com base nos depoimentos que coletou, apenas cerca de uma em cada quatro mulheres francesas discute abertamente a menopausa dentro de seu casamento ou união. Esse número é apresentado na entrevista como parte da experiência e da reportagem de Claire, e não como um dado estabelecido de forma independente neste texto.

A questão principal não depende inteiramente do número.

Uma mulher pode estar passando por mudanças no sono, no humor, na regulação da temperatura corporal, na sexualidade ou em outros aspectos de sua vida e, ao mesmo tempo, sentir que não deve falar sobre isso com a pessoa mais próxima. Quando isso acontece, a menopausa se torna um fardo individual, em vez de uma transição de vida compartilhada.

E esse mesmo padrão se repete em outra parte importante da vida adulta: o trabalho.

O que acontece quando a menopausa chega ao ambiente de trabalho?

Claire começou a ministrar workshops para empresas francesas que desejam abordar a menopausa entre suas funcionárias. Ela faz questão de ressaltar que tais iniciativas ainda são relativamente incomuns, mas percebeu o quanto a oportunidade de conversar pode ser poderosa quando é criada de forma deliberada.

As mulheres que participam de suas oficinas costumam expressar alívio por poderem discutir a menopausa com as colegas. O assunto talvez nunca tivesse surgido naturalmente na hora do café, mesmo quando várias mulheres estão passando por experiências semelhantes.

Portanto, o workshop vai além de apenas fornecer informações. Ele cria espaço para a ação.

Claire aborda temas tabus, tratamentos médicos e estereótipos, mas também observou algo revelador sobre a composição física da sala. Quando o grupo é formado apenas por mulheres, as participantes tendem a falar abertamente e a trocar experiências. Quando há um homem ou um gerente sênior presente, as perguntas podem desaparecer.

As mulheres não têm necessariamente menos perguntas. Elas simplesmente ficam menos dispostas a fazê-las.

Claire interpreta isso como medo do estigma no ambiente de trabalho. Os funcionários podem se preocupar em ser julgados, tratados de forma diferente ou avaliados sob a ótica da menopausa, em vez de serem avaliados com base em suas habilidades profissionais. Por isso, ela prefere cada vez mais grupos menores, sem a presença de gerentes ou homens, ao organizar essas conversas.

Essa observação aponta para uma distinção importante nas conversas no ambiente de trabalho sobre a menopausa. Não basta que uma organização afirme que a menopausa é um tema que as pessoas têm permissão para discutir. As pessoas também precisam sentir que falar sobre o assunto não acarretará nenhum custo profissional.

Terapia de reposição hormonal na França: medo, cautela e o legado do estudo WHI

A área da saúde é outro campo em que Claire percebe uma lacuna significativa entre a necessidade de informação e a experiência das mulheres ao buscá-la.

Durante a entrevista, ela descreve o uso da TRH na França como relativamente pouco comum e menciona um número de 6% de mulheres com mais de 45 anos que utilizam a TRH. Ela também discute a influência contínua do estudo Women’s Health Initiative, de 2001, afirmando que as prescrições diminuíram drasticamente após a publicação do estudo e que muitos médicos passaram a agir com mais cautela devido a preocupações com possíveis riscos e efeitos colaterais. Esses números e interpretações são o relato de Claire na entrevista e não foram verificados de forma independente neste artigo.

A própria experiência dela ilustra outro aspecto da questão: o acesso não se resume simplesmente à existência ou não de um tratamento. A mulher também precisa encontrar um profissional de saúde que se sinta à vontade para discutir o assunto e que possa avaliar suas circunstâncias específicas.

Claire diz que seu próprio ginecologista se mostrou disposto a prescrever TRH e descreve opções como gel ou adesivos. Ela também observa que, na França, uma vez prescrita, a TRH é coberta sem custo algum, segundo o que ela relatou. Mais uma vez, esses são detalhes discutidos por Claire na entrevista, e não uma descrição abrangente da atual política francesa de prescrição ou reembolso.

Talvez mais importante do que qualquer escolha específica de tratamento seja a incerteza que Claire descreve em relação ao assunto.

Ela afirma que os médicos que entrevistou lhe disseram que a menopausa e a perimenopausa receberam atenção muito limitada durante sua formação médica. Ela associa essa falta de preparação à dificuldade que as mulheres podem enfrentar ao procurar alguém que compreenda o que estão passando.

Isso leva a conversa de volta à questão que deu início à sua própria jornada: a informação.

A saúde da mulher ainda apresenta questões que aguardam respostas

Claire não se apresenta como especialista médica e evita deliberadamente dar explicações médicas. Seu papel na conversa é o de uma jornalista que passou anos fazendo perguntas, entrevistando especialistas e observando onde ainda existem lacunas.

Uma dessas lacunas, argumenta ela, é a pesquisa.

Ela relembra conversas com cientistas, incluindo Lisa Mosconi, e levanta questões sobre a relação entre alterações hormonais, terapia de reposição hormonal (TRH) e saúde cerebral. O argumento de Claire não é que já tenha sido comprovado que um tratamento específico previna a doença de Alzheimer. Em vez disso, ela destaca as questões que, em sua opinião, merecem uma investigação séria e a frustração que percebe em relação à escassez de pesquisas disponíveis para respondê-las.

A conversa também amplia o significado da menopausa para além das ondas de calor e da confusão mental. Claire destaca questões de saúde mais amplas, envolvendo áreas como a saúde cardiovascular e a osteoporose, argumentando que a saúde das mulheres merece maior atenção nessa fase da vida.

Essa perspectiva é fundamental para explicar por que o trabalho dela vai além das listas de sintomas.

A menopausa não é apenas um conjunto de sensações físicas que precisam ser suportadas. É um período em que as mulheres podem, ao mesmo tempo, estar se questionando sobre seus corpos, relacionamentos, carreiras, sexualidade, identidade e futuro.

E nem todas essas perguntas podem ser respondidas durante uma consulta médica.

A transição é difícil. Mas você não precisa passar por isso sozinho.

No final da conversa, o conselho de Claire é surpreendentemente simples: procure informações, converse com outras mulheres, troque experiências e peça ajuda.

Ela já está em várias dezenas de episódios de Chaud Dedans, mas ela reconhece abertamente que ainda tem dúvidas sem resposta. Essa admissão é importante porque afasta a conversa da ideia de que existe um único guia perfeito sobre a menopausa, uma experiência universal ou uma única pessoa que já tenha desvendado todos os segredos.

Ainda há incertezas. Ainda existem diferenças individuais. Ainda há questões que a medicina e a sociedade precisam responder.

Mas a incerteza não precisa significar isolamento.

Claire também destaca a importância de encontrar um profissional de saúde que saiba ouvir. Na França, ela descreve a escassez de ginecologistas como uma situação particularmente difícil para as mulheres que moram fora das grandes cidades. Para alguém que já tem dificuldade em entender o que está acontecendo com seu corpo, ter que lidar com o acesso limitado a cuidados adequados pode representar mais um motivo de frustração.

A própria experiência dela também reforça outro ponto: a perimenopausa não é um evento que surge repentinamente no dia em que a mulher completa 50 anos. Para Claire, ela começou a se tornar perceptível aos 47 anos. A transição pode começar mais cedo, e reconhecer essa possibilidade pode mudar a forma como uma mulher interpreta sintomas que, de outra forma, poderiam ser descartados como estresse, cansaço ou simplesmente “envelhecimento”.”

A parte mais animadora da mensagem de Claire não é que a transição seja fácil. Ela a descreve como difícil e turbulenta. O que ela oferece, ao contrário, é a possibilidade de que se trate de uma transição, e não de uma definição permanente do que é ser mulher.

A mulher que certa vez se perguntou por que ninguém havia lhe falado sobre a perimenopausa passou os anos desde então se dedicando a garantir que outras mulheres tivessem um lugar onde buscar respostas.

E talvez essa seja a lição mais importante de Chaud Dedans: às vezes, quebrar um tabu começa com algo muito comum. Alguém finalmente diz a palavra.

Menopausa.

Não como um insulto. Não como um eufemismo para o envelhecimento. Não como algo que deva ser escondido para se continuar sendo bonita, desejável ou profissionalmente relevante.

Simplesmente faz parte da vida das mulheres.

E, assim que for possível dizer a palavra, a conversa poderá finalmente começar.

Assista à entrevista completa

Neste episódio de Menopausa: Prazer em conhecê-la, Izadora Guimarães conversa com o jornalista francês e Chaud Dedans a criadora Claire Fournier fala sobre a menopausa na França, o estigma em torno do envelhecimento, a ausência de modelos a seguir, a menopausa nos relacionamentos e no ambiente de trabalho, a terapia de reposição hormonal (TRH), a formação médica e a importância de buscar informações e apoio.

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Menopausa: Prazer em conhecê-la faz parte do Multiverso das Mulheres com Mais de 40 Anos, reunindo conversas sobre saúde, menopausa, longevidade, comportamento, cultura, estilo de vida e as diversas facetas da vida após os 40 anos.

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